500 dias com ela

500 days of Summer (2009). Dir: Marc Webb. Com Zooey-arrasa-corações-Deschanell e Joseph Gordon Levitt. 95min.

Semana passada, eu escrevi aqui sobre como boas comédias românticas são aqueles que jogam bem com seus elementos e que isso é o bastante. Acontece que, vez por outra, uma destas resolve que não está satisfeita com o formato e, rompendo com um dos seus cânones, abandona o porto seguro do final-feliz e se torna um filme maior. 500 dias com ela é uma dessas comédias.

O pilar derrubado está escancarado no cartaz: “Um cara conhece uma garota. Ele se apaixona. Ela não” – e isso é um terremoto para o gênero. Resumindo a história, Tom (o mocinho) trabalha em uma empresa que fabrica cartões para datas especiais, onde conhece Summer (a mocinha), a assistente do chefe. Ele fica apaixonado logo de cara e se encanta pelos gostos que os dois dividem, mas com mais dez minutos de filme, nós ficamos sabendo que Summer vai largar dele depois de um tempo, porque tinha deixado claro, desde o começo, que não queria nada sério.

500 dias com ela é uma comédia romântica apenas enquanto estas duas palavras estão separadas: é uma comédia porque tem momentos hilários (as referências pop são geniais, lembrando Alta Fidelidade) e é um romance porque trata, claro, de amor, mas passa longe de funcionar no esquema das comédias românticas, porque opta por um caminho muito mais honesto de que nem todo mundo vai ficar com quem gosta, é que não há nada que se possa fazer quanto a isso. A virada que o roteiro dá um pouquinho depois da metade do filme é tão dolorosa para Tom justamente porque mostra como relacionamentos são caóticos e imprevisíveis, especialmente quando se trata de contrariar a sua vontade.

O outro trunfo de 500 dias com ela diz respeito a sua estrutura, que narra a história fora da ordem, pontuando as cenas com os dias nos quais acontecem (como um Brilho eterno de uma mente sem lembranças). Desta forma, vamos ficando ansiosos à medida que os 500 dias vão se encerrando, na esperança besta de que as coisas possam se ajeitar e finalmente o mocinho fique com a mocinha.

Melancólico, sutil, e com uma mensagem final que só realça como todos nós estamos perdidos nessa história toda sobre como lidar com o amor, 500 dias com ela é, para mim, o melhor filme do ano até agora.

3 comentários:

lunática disse...

Que resenha mais fofa, Vinicio, hahahahaha

Recomendo depois você assistir, e claro, fazer uma resenha de Garden State - Hora de Voltar (em versão brazuca)... é um filme desses água com açucar sem ser piegas, com uma história mto bonitinha, e que tem no elenco o Zach Braff, do Scrubs, e a Natalie Portman - personagem super auto-identificável... acho que você vai gostar!
beijo

Rafael Ribeiro Rocha disse...

Opa, agora terei que assistir!

Posso sugerir um tema de post? Acho que o jogo histórico do Burrão hoje merece hein. Sei que vc deve ter visto o resultado, o drama... Que tal uma homenagem a todos os corneteiros do Joaca e ao verdadeiro futebol (porque torcer pra time grande é moleza!)?

Samantha F. disse...

Tava fuçando um site de downloads e me encantei por esse... só q ainda ñ deu tempo de assistir! Agora vc me deixou bem + ansiosa!rsrs
Depois q eu conseguir volto p comentar denovo... ;)