From Hell

Como esse fim de semana não tem Lista de Coisas – por motivos de ordem pessoal, leia-se, não tive nenhuma idéia boa o suficiente – eu resolvi vasculhar o arquivo do Quatro Patacas por algum texto gracioso meu por lá, e encontrei este aqui, chamado “From Hell”, que fala sobre a minha visão particular de como seria o Inferno. Só para que ninguém diga que meu trabalho foi copiar e colar, eu ampliei algumas seções do texto e inseri uma ilustrações.

Ninguém passa fome no Inferno, pelo contrário, há alimento o suficiente para várias refeições durante o dia. O problema é a variedade dos ingredientes: só tem pimentão e creme de leite, que você deve misturar conforme as regras que a Ana Maria Braga passa diariamente. Apesar disso, o Inferno cheira mesmo a bife de fígado com curry.


A televisão exibe, o dia inteiro, capítulos sem intervalo comercial das 72 temporadas que a Malhação teve até agora, com câmera lenta sempre que entra em cena o Mocotó. A única interrupção acontece aos sábados, quando ocorre uma maratona de Zorra Total – e se você não rir, vai para a grelha.

No Inferno, só existe literatura contemporânea sobre meninas que roubam frangos em países de cultura exótico como o Kutumenistão, e todos os anos um desses autores ganha o Prêmio Paulo Coelho de revelação. Os livros de auto-ajuda dominam as livrarias, e os best-sellers deste mês são “Você, empresário-joaninha”, “Venci na vida me fingindo de manco” e “Quem mexeu no meu monge que estava guardando meu queijo?”
As mulheres do Inferno só querem saber de caras com carro, que andam de bermuda de tactel, camisetas estampadas, são forçudinhos e usam rayban na testa e que batem fotos sem camisa para o orkut. Pensando bem, esta parte não é muito diferente da vida normal.


Toca pagode o tempo inteiro nos auto-falantes espalhados pelas ruas. Com o calor e os sofrimentos, em menos de cinco dias você começa a delirar e cantar junto batendo na palminha da mão.


O diabo é Felipe Dylon.


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