Crácicos do Cinema #2 - Highlander: o guerreiro imortal


Highlander (1986). Dir: Russell Mulcahy. Com Christopher Mau Ator Lambert, Sean Ganhando Dinheiro Fácil Connery, Roxanne Hart (a mocinha mais feia que eu já vi), Clancy Brown (o vilão idiota). 116min.

Antes da resenha, eu só queria acrescentar um dado pessoal. O nome de exibição do meu pendrive é Highlander, porque ele sofreu todo tipo de coisa (partir ao meio, cair na terra, ser entortado) e ainda continua funcionando. Escrevo isso apenas para dar um exemplo de como a figura do imortal Highlander é icônica na cultura pop.

É uma pena, portanto, que o filme esteja muito, mas muito longe da qualidade que eu imaginava que tivesse, sendo um daqueles exemplos que de coisas que não resistiram bem ao tempo mas, para dizer a verdade, nem na época de seu lançamento devem ter sido boas.

Resumindo a história: Connor MacLeod, líder do clã dos MacLeod na Escócia da Idade Média, é ferido mortalmente em uma batalha. No dia seguinte, porém, ele aparece todo feliz na taverna da aldeia, vivo da silva, e as pessoas logo o acusam de ter feito um pacto com o demônio. Highlander foge e conhece a figura de Ramirez, imortal como ele, que explica tudo o que precisa saber sobre sua condição, especialmente o fato de que os imortais precisam uns cortar as cabeças dos outros fora até que sobre apenas um. Em Nova York, nos dias atuais, a batalha parece prestes a encontrar um vencedor.
Não acho que a trama de Highlander seja ruim – pelo contrário. Contada assim, ela desperta interesse pela figura de MacLeod, que ainda por cima carrega uma espada para derrotar os outros imortais e diz frases de efeito como “Só pode haver um”. A força da trama na memória deve ser a grande responsável pela durabilidade do filme no imaginário, o que deixa claro que o problema de Highlander é sua execução.

Highlander se perde em frescuras de edição, com cenas alternando o passado de MacLeod e a atualidade, algumas sem o menor propósito. Eu e o Arthur (do Han atirou primeiro) imaginamos que isso era reflexo dos anos 80, mas depois pensamos melhor: Goonies, Indiana Jones e De volta para o futuro são todos filmes dessa década que não sofrem dessa breguice.

O que Highlander também tem de esquisito é a ausência de cenas de ligação. Num momento, vemos Highlander conversando com um outro imortal; na cena seguinte, esse outro imortal já aparece lutando com o vilão da trama, com direito ao aparecimento de um sujeito avulso portando uma metralhadora. O vilão, aliás, é um babaca completo: seu corpo pode ser imortal, mas a idade mental dele não deve ter passado dos 14 anos, o que talvez explique porque, sempre que a polícia aparece, ele desiste de cortar a cabeça de Highlander (polícia que não prende ninguém e só dá advertências).

Furos de roteiro a parte, o que estraga Highlander de uma vez é a atuação risível de Christopher Lambert, provavelmente uma das piores dos tempos recentes (e que fica ainda mais ridícula nas continuações). Ele tem somente uma expressão e uma risada durante o filme todo, sendo uma espécie de Robert Pattinson da década de 80, sem o talco no rosto. Para completar, ainda o colocaram para dividir cena com Sean Connery, que mesmo estando ali só para receber o cheque, consegue ser divertido.

Mal dirigido, mal interpretado e mal montado, talvez não fosse uma má idéia fazer um remake com um diretor decente e um ator de verdade. E é sempre bom lembrar que, depois desse, vieram quatro continuações, sendo que Highlander II – a ressurreição é apontado como o pior filme da década de 90.

ps: a trilha sonora, toda feita pelo Queen, é a única coisa que salva.

Um comentário:

Arthur Malaspina disse...

Só uma coisa pra dizer:

Show Time!!!!!!!!!!!


hahahahahahaha

PS: Essas cotações novas são ótimas!