A Lenda de Beowulf

Beowulf (2007). Dir: Robert Zemeckis. Com os corpos emprestados de John Malkovich, Angelina Jolie (gostosa!), Crispin Glover, Ray Winstone, Anthony Hopkins. 114 min.

Não sei exatamente o motivo, mas aconteceu com Beowulf o mesmo que tinha acontecido com 300, lá em abril: o filme me deu sono. E, no fundo, os dois tem mais um elemento em comum: contam uma história bastante superficial sobre batalha, superação e poder, tudo isso com um visual caprichado. Se em 300 a grande sacada era o estilo de quadrinho, Beowulf usa a técnica da captura de movimentos com atores reais.

No fundo, acho que o grande problema de Beowulf é ter sido feito unicamente para os olhos – e, não fosse a novidade da tecnologia, o filme seria menos interessante ainda. Neste sentido, muito se falou que Beowulf não poderia ser feito sem a captura de movimento, mas eu vou além e acho que ele só foi feito mesmo por causa da técnica. Lógico que há momentos muito bonitos na animação e uns ângulos de câmera que são nitidamente possíveis só por causa dos computadores, mas vez por outra um personagem fica parecendo um daqueles bonecões de carnaval. Li muita critica dizendo que a captura de movimentos é o futuro do cinema, mas honestamente eu espero que não. Pelo menos enquanto não fizerem roteiros maiores do que a própria filmagem deles.

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