Exterminador do Futuro: a Salvação

Terminator: Salvation (2009). Dir: McG. Com Christian Bale, Sam Worthington, Helena Bonhan Carten, Anton Yelchin. 115min.

Para mim, o único ponto positivo em Exterminador do Futuro 3 é a ousadia do final, em que as bombas atômicas são ativadas pela Skynet, consumando o início da ocupação do planeta pelas máquinas. De resto, o filme é somente um repeteco da segundo Exterminador, quando o T-800 do Schwarza vem proteger John Connor de um exterminador enviado para mata-lo.

A idéia de mostrar o futuro apocalíptico da série no quarto Exterminador me parecia bastante interessante, mas é com bastante incomodo que eu afirmo que, no fim das contas, Salvação consegue ser ainda mais fraco e problemático do que Rebelião das Máquinas.

Motivos para isso não faltam: o John Connor de Christian Bale não tem um pingo de carisma e só presta para dar ordens a cada dois minutos, além de jamais ser explicado como ele chegou a “líder da Resistência” (o que, aliás, ele nem é). O outro personagem central, Marcus Wright, é um foco de problemas: afinal, o espectador sabe que ele é um humano com implantes das máquinas; ele também sabe disso; a Skynet sabe disso – só quem não sabe é John Connor, e lá se vai mais de meia hora do filme só para esse conflito besta.

O problemão mesmo é notar como, no final, Salvação roda roda e não chega a lugar nenhum. O tal “plano” para o fim da guerra se revela um blefe, mas devido a uma cena de luta aqui e outra ali – com direito ao rosto do Schwarza implantado num sujeito – a sede da Skynet é destruída. Acontece que, dentro do prédio, estavam sendo fabricados os modelos T-800, ou seja, os exterminadores enviados no primeiro filme. Isso significa que a Skynet continua a existir mesmo depois do ataque – e então, para o roteiro não cometer um furo desses, o filme termina com uma frase patética de Connor: “A guerra ainda continua”, ou “Nós apenas cozinhamos vocês por duas horas”.

Os efeitos especiais podem até ser bonitinhos, mas o filme é bem ordinário.

2 comentários:

Nathy disse...

Ah, também não faz meu estilo. Já duplicidade talvez sim, até porque gosto muito dos filmes com a Julia Roberts. Obrigada pela visita no meu blog e principalmente pelo elogio. Beijos!

Thiago Augusto Corrêa disse...

Eu gostei bastante.

Desde o anuncio inicial desse filme eles disseram que o enredo seria concluído em uma trilogia e é evidente que não chegaria-se ao final de nada já que o filme clássico conta o que aconteceu, então, é coerente com a história.

Acho só que o enredo peca quando a tal piloto de caça aparece. Dai percebemos que o McG dirige a produção. Porque de resto ele aprendeu bem a imitar o jeito do Cameron em conduzir a camera.

Minha nota final releva as derrapadas, mas fui pela sensação que sai do cinema ao ver o filme.

E no fim o tio Governator ainda manda.