Duplicidade

Duplicity (2009). Dir: Terry Gilliam. Com Clive Owen, Julia Roberts, Paul Giamatti, Tom Wilkinson. 125min.

Se tem uma coisa de que eu não gosto em filmes de mistério são revelações finais depois das revelações finais, isto é, uma cena final que traz uma informação que contradiz completamente a suposta cena explicativa da conclusão. Só para citar um exemplo mais recente (e horrível): quando você acha que está tudo explicado em Anjos e Demônios, surge mais uma cena, que desmonta tudo o que veio antes – mas como o filme é uma porcaria, nenhuma das duas conclusões funciona mesmo.

Duplicidade, com um título desses, só podia ser mesmo um filme de reviravoltas, e eles estão todas lá ao narrar a história do casal Clive Owen (e sua cara que jamais muda de expressão, e sempre é ótima) e Julia Roberts (que está muito bem), que se envolve num intricado caso de espionagem industrial. Tudo levado com muito bom humor, personagens profundos e uma trilha sonora que evoca claramente um filmão moderno de trambicagem, Onze Homens e um Segredo.

E, para o meu desespero inicial, Duplicidade tem uma reviravolta depois da reviravolta, quando eu já me dava por feliz. A boa notícia é que, diferente de 90% dos casos, a revelação derradeira faz muito bem para o filme e inclusive preenche algumas lacunas. Duplicidade, enfim, está recomendadíssimo.


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