X-men Origens: Wolverine

X-men Origins: Wolverine (2009). Dir: Gavin Hood. Com Hugh Jackman, Liev Schriber, Ryan Reinolds, Danny Houston. 107 min.

Como escritor, existe um clichê que eu odeio em qualquer narrativa: a do personagem que aparece do nada para resolver algum problema. Você conhece a cena: o carro tomba pela ponte, o passageiro pula, se agarra numa barra de ferro e, quando a mão está quase escorregando, aparece alguém – as vezes que já tinha até morrido – para impedir a tragédia. O que eu me pergunto nestas horas é “Onde é que essa pessoa estava antes? Precisava mesmo esperar até o último momento para dar a mão? E como é que ninguém viu ela chegando?”

X-men Origens: Wolverine está cheio desses momentos forçados, que só colaboram para fazer do filme um negócio meia-boca e pouco criativo. A trama narra como James Logan (Hugh Jackman) ganha suas garras de adamantium e se transforma em Wolverine – e é só isso. Existe uma revelação final sobre o plano dos bandidos que consegue ser surpreendente, mas sem o menor impacto, porque todos os personagens são bobinhos e desinteressantes.

A verdade é que Wolverine é um filme sem fôlego nenhum: como história de origem, é besta e fraco, já que a personalidade de Logan é porcamente desenvolvida. A coisa piora, contudo, quando nós lembramos de onde essa história vem: da trilogia X-men, que mesmo tendo um terceiro filme irregular, é densa, forte e responsável por boa parte do filão de adaptações de quadrinhos por aí. X-men Origens: Wolverine, evidentemente, é um filme que não precisava existir.

2 comentários:

smfantini disse...

Eu IA no cinema, mas vc me desestimulou... hahahaha... vou baixar na net (qd sair a versão final né?)... rs... parabéns pelo Blog, Vini!!!

Bárbara disse...

Precisava mesmo ver a opinião de alguém respeitável como você sobre o filme. Eu, infelizmente, estava com o senso crítico temporariamente abalado pelo "talento" de Hugh Jackman. Você já deve ter passado por isso com, sei lá, a Angelina Jolie, talvez. ^^ Gostei bastante, viu? Nem entrou no mérito das "cenas de nu artístico" que um certo crítico mencionou numa revista de circulação nacional.

Continue assistindo a filmes para a alegria da leitora, aqui! :D
Um abraço!