Coraline

Coraline (2009). Dir: Henry Selick. Com as vozes originais de Dakota Fanning, Teri Hatcher, Jennifer Saunders, Keith David. 100min.

Lá pelos idos do século XIX, o britânico Lewis Carrol escreveu a mãe de todas as aventuras infantis: Alice no País das Maravilhas. Recentemente, Guillermo del Toro pegou o conceito de Alice e fez um filme aterrador chamado O Labirinto do Fauno. Três anos depois, surge Coraline, versão em stop-motion da obra de mesmo nome de Neil Gaiman, que consegue casar, e muito bem, as duas histórias anteriores.

Nunca fui muito com a cara de Neil Gaiman, que sempre teve uns fãs xiitas insuportáveis espalhados pelos sites de entretenimento – mas tenho que reconhecer que Coraline é um filme imensamente divertido e plasticamente irretocável. A história da menina do título, que acaba por conhecer um mundo secreto onde seus pais são super-atenciosos mas tem botões no lugar dos olhos, é assustadora ao mesmo tempo em que poética, e não são poucas as cenas que ficam guardadas na memória no fim da projeção. Como escrevi antes, Coraline capta a inteligência e o bom humor de Alice e consegue flertar com o terror de Labirinto ao mesmo tempo.

Prejudicado por ter um roteiro um pouquinho esquemático demais para o meu gosto (o final é mais fraco que o restante do filme, e existe uma cena bem desnecessária depois da trama resolvida), Coraline é um daqueles filmes para o qual eu vou usar um critério que acho ser bastante honesto para dar a nota final: o tempo em que fiquei de boca aberta admirando o filme.



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