Especial Star Wars

Eu tinha um grande projeto de gente desocupada para as férias: assistir, de uma vez, as trilogias clássicas do cinema, e podem resenhá-las juntas, para poder comentar sobre a força dos filmes em conjunto, o que melhorava e o que piorava etc. Com as férias acabando, só deu mesmo tempo de fazer uma dessas resenhas, a da trilogia antiga (quer dizer, a boa) de Star Wars.

Minha intenção em escrever estas críticas é tentar falar dos filmes fugindo do padrão de clássico intocável – e escrever o que faz com que eles sejam bons, além de apontar um probleminha aqui e outro ali, porque clássico não é sinônimo de perfeição.

Episódio IV – Uma nova esperança (A new hope, 1977): Eu sempre imaginei a reação do público quando viu o filme nos cinemas, porque o espetáculo dos efeitos visuais deve ter marcado uma geração inteira – mas a melhor parte é que, mais de 30 anos depois, com os efeitos obsoletos, Uma nova esperança ainda funciona muito bem; mais do que os efeitos, o grande mérito do filme é criar todo um universo estupidamente rico em possibilidades, além de um grupo inteiro (Han, Luke, Leah, C-3P0 e R2-D2) de personagens carismáticos. Episódio IV não vale só pela inovação; é a aventura de ficção científica derradeira, que serviria de modelo para todas as outras seguintes.




Episódio V – O império contra-ataca (The empire strikes back, 1980): personagens estabelecidos, universo criado, grande aceitação do público – e aí George Lucas é ousado o bastante para fazer um filme sombrio focado no grande antagonista, Darth Vader.

Só se ouve a Marcha Imperial pelo filme todo, há sangue voando nas mortes e a narrativa se divide em duas sem se enfraquecer. O relacionamento de Leah e Han Solo funciona muito bem (diferente daquela chatice entre Anakin e Padmé), há a entrada de um ícone do cinema chamado Mestre Yoda e, enfim, acontece o conflito entre Luke e Vader, com o clássico “Luke, eu sou seu pai”.

O ato final, cheio de problemas para o grupo de heróis, é perfeito. O império não só contra-ataca como apela contra os rebeldes e não dá chance nenhuma. Não existe consenso mais sólido entre os fãs de que Episódio V é o melhor filme da saga.




Episódio VI – O retorno de Jedi (The return of the Jedi, 1983): a situação é a seguinte: Luke descobre que Vader é seu pai e precisa matá-lo; Han Solo está preso em carboneto em poder de Jabba e a Aliança está perdida para derrotar o Império. E Star Wars é famoso como nunca.

A última frase é o problema do filme que encerra a trilogia – George Lucas se acovardou e preferiu não seguir no caminho de Império contra-ataca, realizando um filme bem acabadinho, mas certinho demais, sem ousadia. A presença dos Ewoks é, na certa, o segundo maior equivoco da saga (porque o primeiro, besta dizer, é Jar Jar Binks): não que eles sejam completamente desprezíveis, mas seu lugar era no Episódio IV, não forçando a barra ao derrotar a “melhor tropa do Imperador” com uma porção de pedras e troncos.

Por fim, só no Episódio VI pude me dar conta da atuação sofrível de Mark Hamill; ele passa o filme todo com uma cara de dilema que nem de longe mostra os problemas de Luke Skywalker. Ainda assim, a solução do conflito, apesar de preferir um caminho “cordial” funciona muito bem – e mesmo que no fim tudo acabe com uma grande batucada com os Ewoks, é ingratidão da nossa parte criticar qualquer coisa.




Um comentário:

Arthur Malaspina disse...

Legal as resenhas... eu também assisti aos 3 filmes no começo do ano...