Sete Vidas

Seven pounds (2008). Dir: Gabrielle Muccino. Com Will Smith bancando Jesus Cristo, Rosario Dawson, Woody Harrelson. 123 min.

Num determinado momento de Sete Vidas, eu me peguei perguntando onde é que o filme estava indo: o personagem de Will Smith estava se envolvendo cada vez mais com a personagem da Rosário Dawson e eu temi que, afinal de contas, a história do fiscal de receita (Smith) que decide ajudar algumas pessoas e assim se apaixona por uma moça doente (Dawson) fosse só mesmo isso, a história do fiscal da receita e da moça doente.

Mas existe uma grande revelação final – que não funciona como deveria. Ao longo do filme, várias cenas são jogadas ao acaso, para só fazerem sentido no final, e então você acaba ficando mais surpreso pelo fato de existir uma revelação do que pela revelação em si – que tem uma força dramática tremenda, completamente jogada fora. Sete Vidas funciona somente por causa da montagem e, não fosse por Will Smith, não teria muito sentido de existir – e se você está procurando outro A procura da felicidade, pode esquecer.

Nenhum comentário: