Anos Incríveis

Uns dias depois de ter terminado de assistir à ultima temporada do Anos Incríveis, eu encontrei um documentário sobre a série no youtube, e lá eu vi a declaração que um crítico de TV deu quando a série estreou nos EUA: “é tão bom que dá vontade de chorar!”.

Essa não é a definição perfeita para a série, mas é o elogio perfeito. Se for para definir, eu gosto da idéia de que Anos Incríveis é uma série sobre a dor de crescer e o arrependimento que ocupa qualquer um com o distanciamento – e não há nada mais certo
para isso do que o formato da série: são seis anos acompanhando o amadurecimento de Kevin Arnold, com as intromissões de sua consciência adulta.

E mesmo que o período da vida de Kevin não seja exatamente o seu (dos 11 aos 17 anos), é impossível não se ver na série.

Acho que o grande trunfo de Anos Incríveis é, em alguns momentos, quebrar a barreira entre ficção e realidade – e, quando você menos notar, achará que todas aquelas pessoas existem de verdade. Não existem episódios melhores ou piores, mas dias mais ou menos movimentados na vida deles. E se a conclusão da série é absolutamente desencantada e nada edificante, fica a mensagem de que crescer afinal é assim, um eterno abandono de sonhos.


Anos Incríveis se encerrou em 1993, deixando para a gente a nostalgia da nostalgia.





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