House M.D.

Se você sabe do que eu estou falando, na certa assiste a House M.D. E se não sabe, passe a saber, porque House tem tudo para ser o melhor seriado dessa década.

Indo para a quinta temporada agora em setembro. House tem uma trama simplesmente esquemática: em cada episódio, surge um paciente com uns sintomas bizarros e que não batem no hospital Princeton-Plainsboro. A equipe médica do Dr. House (Hugh Laurie) é convocada, eles passam o episódio todo se debatendo entre 45 doenças até que, invariavelmente, House tem um momento de catarse e descobre qual é o problema. Simples assim. Genial assim.

Há dois bons motivos para se assistir House: a primeira é a trama de mistério. Quando um paciente sangra, tem o osso do dedo mindinho quebrado e abana o cotovelo depois que estava só vendo um filme, é inevitável não ficar curioso sobre qual é a doença, afinal. Tratando-se de uma série médica, qualquer revelação parece verdadeira pelo nosso desconhecimento do assunto, então dificilmente há aquela clima de conclusão forçada. E os mistérios continuam interessantes, mesmo depois da segunda, terceira vez em que você assiste ao mesmo episódio.

O coração de House, é inegável, é o personagem-central: Dr. House é desbocado, cínico, egoísta, viciado em remédio, mau-humorado e, acima de tudo, o indivíduo que todos nós queríamos ser mas não podemos, por causa das regras sociais. Como melhor do seu ramo e se lixando para qualquer outra coisa que não ele, House se sente livre para tratar com bem entende os coadjuvantes da série, que, para manter a metáfora, são os outros órgãos perfeitos da série: a bondade de Cameron e Wilson, a complacência de Cuddy, a teimosia de Foreman e o puxa-saquismo de Chase são os alvos perfeitos para House destilar toda a sua coleção de metáforas e julgamentos impecáveis. Invés de grandes arcos dramáticos, House se sustenta pela dinâmica entre um individuo canalha e excepcional e todos aqueles que tem que lidar com ele - e justo isso faz da série um negócio espetacular e único.





Onde ver:

Na Universal Channel: reprises de segunda à sexta, às 13:00 e 20:00, episódios inéditos às quintas, 23:00
Na Record (dublado, argh!): quinta-feira, depois das 23:00.

2 comentários:

Rafael Ribeiro Rocha disse...

House é chato! Tá, o "Dr. Sou Fodão House" até que é legal, mas o seriado em si não é nem de longe um dos meus favoritos... Odeio seriados que se passam em hospitais, e ponto final... The Big Bang Theory é bom, 100% nerd, hauahha

Arthur Malaspina disse...

The Big Bang Theory é a coisa mais superestimada desde Sex and the City...