Da locadora - 1a. semana de férias

Na época em que meu ano letivo era mole e a minha maior preocupação eram as provas de Estudos Sociais, sair de férias era uma verdadeira tortura para mim. Mas daí a gente cresce, sai de casa, vai para a universidade, começa a trabalhar e percebe que a existência das férias é o que permitiu que a humanidade fosse adiante e não ficasse louca. Então vamos lá, reviews dos filmes da primeira semana.

Boa noite e boa sorte (Good Night and Good Luck): George Clooney filma, em preto e branco, a história real de um jornalista na década de 50, que luta contra os desmandos do senador McArther, conhecido por enxergar um comunista em cada esquina. O filme tem um clima de opressão, de que tudo pode dar muito errado a qualquer instante, que te joga no clima de paranóia da época. Ótimo.

Clube da Luta (Fight Club): o diabo é que eu já sabia sobre a revelação final – mas a parte boa é que, em momento algum isso estragou o filme, muito pelo contrário, me deixou instigado para saber como ela aconteceria. Clube da Luta é desbocado, violento, divertido e bem corajoso no que se propõe. Ótimo.

Rain Man (Rain Man): duas coisas me fizeram gostar de Rain Man; a primeira é mais óbvia – a interpretação magistral de Dustin Hoffman, como o personagem-titulo que sofre de autismo, e o tipo egocêntrico e detestável do Tom Cruise, que vai mudando pouco a pouco. Mas a segunda coisa que me chamou a atenção é a visada realista de Rain Man, que preferiu abrir mão de um final feliz e mentiroso para dar uma conclusão real e muito mais plausível. Ótimo.

Turma da Mônica em Cinegibi (idem): peguei esse filme de bobeira no Cinema em Casa do Sbesteira na quarta-feira. Lógico que praticamente não existe uma estrutura narrativa no filme (são curtas atrás de curtas) e as participações especiais de “artistas” como Wanessa Camargo e Pedro e Thiago era um convite para eu levantar e pegar um pacote de biscoitos no armário, mas a Mônica é a Mônica, a animação é caprichada e fica impossível não se divertir com uma frase do tipo “Todos os votos pla Calminha Flu Flu!” dita com indignação. Bom.

Mississipi em chamas (Burning Mississipi): a história dos policiais (Gene Hackman e William Dafoe, novinho) que investigam o caso de três jovens que desapareceram em Mississipi, lá pelos idos de 1960. Inteligente e com uns diálogos ótimos, a trama caminha numa montanha-russa de tensão e principalmente de emoções, quando mostra a cara de pau racista dos americanos, capazes de montarem um grupo chamado Ku Klux Khan e sentirem que tem razão em perseguir os outros. Para ver e ficar estarrecido. Ótimo.

Em tempo: eu assisti Wall-E mais duas vezes no cinema. E continua sendo o melhor filme do ano. E, na certa, um dos melhores da década.

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