Wall-E

Para fazer essa crítica sobre Wall-E, a animação nova da Pixar, eu queria colocar na mesa duas informações:

1. eu me encantei com o filme desde o primeiro trailer que eu assisti, há um ano, antes do Ratattouile, e fazia tempo que eu não esperava tanto assim por um filme.

2. eu fiquei até o último momento dos créditos, coisa que sinceramente eu nunca fiz por filme nenhum.

Dizer então que eu achei Wall-E fantástico é quase desnecessário.

A história do robô que fica na Terra para compactar o lixo da humanidade – que se refugiou em naves há mais de 700 anos – é fascinante por uma porção de motivos: é inteligente na trama e ao mesmo tempo sutil, sem nunca ficar chato; falar da animação é chover no molhado; a trilha sonora dá um tom melancólico brilhante; e o casal de protagonistas – Wall-E e a robô Eve – são carismáticos dum tanto que, depois do filme, eu quase fiz um rombo no meu orçamento só para comprar uma miniatura de brinquedo do robozinho amarelo (além de ficar apertando os botões de uma versão maior que existia na loja, só para ouvir “waaaaaal-e”).

As declarações do pessoal da Pixar a respeito de Wall-E não podiam ser mais pertinentes: fizemos um filme através de animação, não um filme de animação. A grande sacada da Pixar é usar da técnica para contar histórias maravilhosas, num processo que se iniciou com Incríveis (que era um filme de ação e de super-heróis), cresceu com Ratattouile (que era um filme sobre sutilezas) e agora se concretiza, chegando ao auge com Wall-E, que é um romance, uma comédia, um drama e uma ficção científica, tudo ao mesmo tempo, impecavelmente junto. Na minha crítica sobre Beowulf, escrevi que se o cinema do futuro se voltasse para fazer animação a partir de atores, então que deixassem como estava; mas hoje eu preciso mudar de frase: se o cinema do futuro for todo de animação, com o envolvimento da Pixar, então nós temos a comemorar, porque vai ser um clássico atrás do outro. Waaaaaaal-e.



2 comentários:

Ariadne Celinne disse...

Agora eu já sei que filme assistir no cinema ;P
heheeh.
beijo!!

Arthur Malaspina disse...

Genial...


só isso...