Cloverfield

Gostar ou não gostar de Cloverfield depende bastante de como você vai encarar o filme – e aí as posições serão conflitantes. Talvez você ache que o filme é uma grande bobagem, que não explica nada e que não chega a lugar nenhum (como as pessoas que viram o filme comigo, rs). Ou você pode achar o filme bem interessante. Eu sou do segundo grupo, e vou explicar o motivo.

Cloverfield não é Godzilla – e isso que dizer o seguinte: Cloverfield não é sobre um monstro que aparece do nada e destrói Manhatann, para daí surgirem heróis valentes, cientistas enlouquecidos e tomadas e tomadas de super explosões. Cloverfield é sobre a tensão do desconhecido, da ameaça que surge repentinamente e começa a colocar tudo abaixo – e então os habitantes que se virem para sobreviver sem nem saber do que estão correndo.

Há um eco bem forte do 11 de Setembro no longa, que é justamente um filme sobre o pânico, e isso fica bem claro quando você percebe que nem sabe o nome dos personagens, mas está entretido com as fugas deles e a tensão constante. Cloverfield é um filme para ser sentido, não entendido.





2 comentários:

Ana disse...

aai, tao bom ler suas criticas, pena que nesse intercambio eu nao vou no cinema [que aqui eh carissimo,e nao tem meia para estudante.] Normalmente eu tinha assistido os filmes que voce critica, nos ultimos 6 meses eu assisti 3 filmes no cinema, so vejo os traillers na TV e fico me mordendo pra ir no cinema, mas nunca acontece.

So pra deixar registrado que eu ainda venho aqui e aprecio sua escrita :D

Ana disse...

PS: Gostei do novo layout ;]