Da locadora, 18/12

Resenha aí dos meus primeiros três filmes da temporada de férias:

A Sangue Frio (The Ice Harvest) – A sangue frio é divertido nos seus primeiros trinta minutos ao contar a história do personagem de John Cusack que, junto com Billy Bob Thorton, dão um golpe no chefão da máfia na véspera de Natal. E as coisas transcorrem bem, até o filme dar uma virada e se tornar um daqueles thrillers do SuperCine sobre traição. Apesar do bom humor ser mantido, acho mesmo que as coisas não precisavam ficar pesadas daquele jeito. Bom.

Um Domingo Qualquer (Any given sunday) – para um filme de duas horas e meia, Um domingo qualquer acaba bem rápido, por causa do encadeamento de ações que não deixam ums segundo de silêncio no filme sobre uma equipe de futebol americano e todos os seus bastidores (o técnico, o capitão contundido, as bebedeiras, a revelação, os dirigentes etc), que no fim das contas entretem bem com as lições de superação e garra – ao mesmo tempo que mostra a podridão de muita coisa ali. O problema mesmo está na megalomania de Oliver Stone, que encheu a edição com frescuras, coisas “estilosas” e o diabo-aquático, que parecem interessante a principio mas depois acabam mesmo irritando; mas ainda assim vale a pena. Ótimo.

Rambo: programado para matar (First Blood) – acho importante a gente sempre visitar a raiz de muitos mitos do cinema, e Rambo não podia ser exceção. Porém, diferente do primeiro Rocky, que é realmente muito bom, o primeiro filme do ex-veterano de guerra, interpretado por um Stallone que diz no máximo 58 palavras por mais de uma hora, não é lá grande coisa, a não ser um filme de ação com algumas forçadas de barra. O único ponto realmente interessante é a cena final, em que Rambo abre a boca e o filme enfim parece fazer algum sentido, mas daí já era tarde demais. Ânimo para as sequências nem pensar. Bom.

Um comentário:

Arthur Malaspina disse...

Eu ainda gosto muito do rambo, mostrando duas faces da mesma violência, ambas sem sentido...