Pan - parte II

E o Pan, afinal, está acabando – e todos nós que estávamos olhando com desconfiança para toda aquele gasto vamos ter que dar o braço a torcer: não porque as coisas não foram feito nas coxas (porque foram), mas porque todo mundo se divertiu muito, aceite ou não.

A televisão encheu a gente de esportes como não faz nem nas Olimpíadas: sofremos com as derrotas femininas e estamos aí vibrando com as pancadas do Giba, gritando “vai!” para o pessoal da natação e do atletismo e eu duvido que exista uma alma que não tenha vibrado com aquele massacre que foi a final feminina do futebol. Lógico, muito dos esportes são completos porres, por suas técnicas milimétricas e ridiculamente precisas - ou alguém aí entende porque descontam pontos daqueles saltos mirabolantes de trampolim e de ginástica. No fim, a gente berra “vai Brasil” e torce para vencer nem que seja no amasso de lata de refrigerante.

Depois do Pan, nós vamos ficar babando pela expectativa da copa de 2014 e por uma possível e sabe-se-lá-Deus-quando Olimpíada. Tudo na base do jeitinho, claro, mas que a gente vai perdoar quando estiver vibrando. Este é o Brasil, afinal de contas – uma eterna enganação que a gente deixa de lado quando está com a barriga cheia e os olhos vidrados. Mas vamos torcendo enquanto a gente pode.

2 comentários:

Bárbara disse...

Acho que sou uma pessoa muito estranha... Não assisti aos jogos do Pan, só de vez em quando via alguma coisa por acaso. Mas com uma coisa eu posso concordar: nunca entendi aquelas notas dadas aos ginastas.
Abraço!

Arthur Malaspina disse...

Pena que depois, nas olimpíadas nós só voltamos com algumas poucas medalhas...espero q o Pan ajude nisso!