Harry Potter e a Ordem da Fênix

E lá vamos nós outra vez: tentativa número 5 de fazer um filme digno dos livros de Harry Potter.

Não gosto muito da Ordem de Fênix. Acho um livro comprido demais, um surto pequeno de Rowling pela megalomania de fazer tramas gigantes. A boa notícia então é que o roteiro de Ordem para cinema soube limar bastante do que era pura água na história e se apegar aos fatos, tomando inclusive pequenas liberdades bem aceitáveis com relação a trama. Ordem ainda não é o filme perfeito, mas está chegando perto.

A adição de novos personagens ótimos – a irritante Umbridge, a psicótica Luna Lovegood e a completa maníaca Belatriz Lestrange – deram um fôlego novo ao mundo de Harry. Mais do que isso, Ordem repara o defeito maior de Cálice, que era ter acelerado demais o final e condensado tudo num duelo fraquinho: a batalha final no Departamento de Mistérios é épica como deveria ser e, mesmo faltando um certo fato dela (e quem leu os livros irá perceber isso), não dá para deixar de considerar a melhor cena de todos os filmes até agora. Tenso e sombrio como devia – sem deixar de ter aquele humor britânico sutil – Harry Potter e a Ordem de Fênix tem lá seus pequenos defeitos, mas já começa a encher os olhos como seu primo rico Senhor dos Anéis. Com mais dois filmes pela frente, as chances de que até Deathly Hallows a gente tenha o filme perfeito crescem bastante, como a gente merece.




4 comentários:

Arthur Malaspina disse...

Concordo que este seja o melhor dos filmes....mas acho o livro original também o melhor deles todos, ainda que o prisioneiro de Azkaban e o Enigma do Príncipe sejam do mesmo nível... É o fim está próximo!

Bárbara disse...

Também não gosto da Ordem da Fênix. Eu penso assim: um filme longo ou um livro grosso, para ser realmente bom, tem que ter uma história muito boa e cada cena tem que valer a pena.
Agora tô ansiosa para assistir ao filme e curiosíssima para ver a cena da batalha final!
Um abraço!

Vinícius Elias disse...

Olá, acho que sou novo aqui. Não só aqui, mas na globosfera em si.
Por isso, sempre bom conhecer pessoas (ou o eu-lírico delas), ainda mais quando elas tem um gosto em comum (e o nome também).
Ao assunto:
A Ordem da Fênix foi um feito, pois diretor e roterista - novatos! - transformaram o mais enfadonho e longo dos livros, no filme mais fantástico, sombrio e enxuto da série.
E Chris Columbus pode até ser crusificado pela infantilização das duas primeiras produções, mmas deve-se a ele o crédito na aposta do elenco infantil - Daneil, Rupert e Emma -, que mais tarde renderia ótimas atuações.
Nota 7, para o que pode ser o começo de uma trilogia final.

Vinícius Elias disse...

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