Do cinema

Como eu fiquei muito tempo sem postar, decidi reunir de uma vez só todas as coisas que o cinema me apresentou desde o finzinho de abril:

Tartarugas Ninjas – O retorno (Teenage Mutante Ninja Turtle): acho que se eu tivesse dez anos eu teria me divertido muito com a animação nova envolvendo Michelangelo e companhia. Mas como eu tenho vinte e cresci com o imaginário que eu tive das Tarturagas aos dez, a impressão que fica mesmo é de que eu gastei meu dinheiro para ver uma animação meramente correta e com uma inspiração bem fraquinha. Como quem tem o armário cheio e come arroz e feijão todo dia. Meia-boca

Homem-Aranha 3 (Spider-man 3): que o terceiro filme do Aranha é um espetáculo visual e divertido para caramba, isso não dá para negar. Mas uma olhadinha mais crítica deixa ver que, se por um lado a trama envolvendo a maldade que toma conta de Peter é muito bem sacada, o excesso de vilões e tramas paralelas acaba enfraquecendo o filme. O Homem-Areia é bonzinho demais e Venom é absolutamente desperdiçado – o que no fim das contas torna logo Duende Verde, que era o mais sem graça, no vilão mais interessante. Por fim, Homem-Aranha 3 endossa aquela máxima de que quantidade nem sempre é qualidade. Cuidado Peter. Bonzinho

As Férias de Mr. Bean (Mr. Bean’s holiday): eu sempre achei que o que sustentava a genialidade de Mr. Bean era uma coisa bem paradoxal: por um lado, Bean é um idiota completo, sem noção e desligado, enquanto pelo outro é o anárquico, o cara que passa por cima das convenções para resolver seus problemas e está afinal de contas se lixando para o mundo. Tudo isso com muitas caretas e piadas físicas. O problema de As férias de Mr. Bean está justamente em pegar um personagem tão legal e jogá-lo numa historinha convencional, explorando só as suas caras tortas e deixando de lado toda a inventividade do personagem. Salvo por uma cena ou outra que resgata o que é Bean de verdade, a impressão final é de que a historinha do menino perdido que é ajudado por um estranho em férias podia ser contada por qualquer um. Odeio desperdícios. Ruinzinho.

Piratas do Caribe – No fim do Mundo (Pirates of the Caribean: at World’s ends): como eu já tinha escrito, não que Homem-Aranha 3 tenha sido um banho de água fria, mas o excesso de efeitos e tramas prejudicou o filme. O terceiro Piratas do Caribe tem exatamente as mesmas características: mais efeitos arrasadores, mais tramas, mais grandiosidade em tudo e… meu Deus, como tudo funcionou perfeitamente no cinema! A conclusão de trilogia remonta ao primeiro filme, ao explorar muito mais a maluquice de Jack Sparrow (devidamente acompanhado agora pelo Capitão Barbossa de Geoffrey Rush), mas sem deixar de lado o sombrio que marcou o segundo filme. Muito mais elaborado e gigante, Piratas 3 encerra a trilogia de uma maneira soberba e acachapante, utilizando com maestria todos os elementos que tinha nas mãos. Mesmo em maio, já dá para falar sem medo: Piratas 3 é o blockbuster do ano. Vida longa a Jack Sparrow! Excelente.

Um comentário:

Bárbara disse...

Só assisti Homem-Aranha e Piratas do Caribe e, sinceramente, não gostei de Piratas do Caribe, não. Li uma crítica que traduz quase que perfeitamente o que eu achei do filme, se quiser ler tá aqui o endereço: http://adorocinema.cidadeinternet.com.br/colunas/erika-liporaci/piratas-do-caribe-3.asp

Mas concordo com você sobre o Homem-Aranha. Aquelas dancinhas dele são o máximo!

Já viu Zodíaco? Assisti hoje e adorei!

Abraço!