24 Horas

O grande charme da primeira temporada de 24 Horas era o conceito inovador de uma série em tempo real, cujo cada episódio representava uma hora do dia fatídico do agente Jack Bauer, um homem com problemas bastante sérios para resolver. O último episódio daquela temporada - quando Nina Meyers mata friamente a mulher de Jack, Teri - foi o introdudor que verdadeiro e duradouro charme de 24 Horas: a tensão de uma série onde tudo é possível.

A sexta temporada que estréia essa semana na Fox - e da qual eu já vi 12 episódios, porque fã não conhece o vocábulo "paciência" - toca para frente o grande trunfo de 24 Horas, que mantém a série interessante até hoje: a perspectiva de que tudo pode acontecer, que todos estão sujeitos a morrer e que os roteiristas não vão ter dó desse ou daquele personagem porque o público gosta dele (e isso foi comprovado por inúmeras mortes nas temporadas anteriores). Esse clima de risco iminente é tão pesado e asfixiante que, mesmo que a gente esteja careca de saber que Jack Bauer vai dar um jeito no final (até porque sempre escapa a notícia de que o contrato de Kiefer Sutherland foi renovado para trocentas temporadas), nunca deixamos de sentir medo de que um terrorista malvado - e como eles são malvados - consiga mandá-lo dessa para a melhor. A maior habilidade de 24 Horas - assim como de Jack - chama-se coragem.

Um comentário:

Bárbara disse...

Ainda não me viciei nessa série, mas minha mãe é, simplesmente, apaixonada pelo Jack Bauer.
Acho 24 horas muito louco. A Nina Meyers já foi namorada do Jack, né? Depois ela mata a mulher dele e, se não me engano, ele mata a Nina também. Apesar de e por ser muito louco, gosto muito!
Um abraço!
P.S.: Obrigada pelo comentário e pelo elogio ao layout! Não fui eu que fiz, mas... a escolha foi bem-feita, né?!