Lua nova

Em tese, não é difícil escrever uma história: a narrativa começa com os personagens de um jeito, eles passam por várias situações e, no final, eles estão de outro jeito – e é nesse sentido que Lua Nova, o segundo filme da saga Crepúsculo, consegue a proeza de ser um exemplo raro de filme de duas horas em que não acontece nada.

Para resumir a história: depois do primeiro filme, quando Bella se apaixonou por um vampiro que brilhava no sol e atuava mal, ela e seu namoradinho vivem felizes até o dia em que o branquelo resolve, por alguma frescura, dar um pé na bunda dela. Na ausência dele, Bella resolve se envolver com um nativo-americano até descobrir que ele era um lobisomem – e isso leva mais ou menos uma hora de filme. No final, depois de mais de uma porção de coisas sem relevância, ela volta com o vampiro, sendo que nenhum dos problemas do começo do filme é resolvido. Fim. Continua...

2012

Algum de vocês já teve a oportunidade de ler narrativas de ficção feitas por crianças? É um negócio realmente muito legal: elas geralmente pegam uns elementos das histórias que mais gostam e misturam tudo, sem a menor preocupação com coerência ou sentido. Começo meu texto sobre 2012 falando disso porque foi justamente essa a impressão que eu tive quando terminei de assistir a nova tentativa do Roland Emmerich de destruir o mundo.

Na trama, há um aumento da intensidade das explosões solares, que faz com que neutrinos no centro da Terra comecem a se mexer mais rápido, e, por conseqüência, aceleram o movimento das placas tectônicas, e aí começa a acontecer um terremoto atrás do outro, depois erupções vulcânicas e tsunamis e aí o mundo acaba. Respondam para mim se isso não é a cara de um texto de aluno de quarta série! Continua...

9 músicas estrangeiras equivocadas para tocar no seu casamento

Grande parte do nosso apreço por música estrangeira está no fato de que a gente não entende paçocas do que a letra está falando. Quando entende duas palavras então, e se uma delas for “love”, é o bastante para considerar a música linda.

Pensando nisso, as pessoas volta e meia resolvem contratar um cantor e um teclado para abrilhantar, com requinte e sofisticação, a cerimônia de seu casamento, cantando uma música em inglês para a entrada dos noivos. Então, se você tem a intenção de se casar em breve, eu recomendo seriamente então que continue lendo este texto, sobre 9 músicas estrangeiras equivocadas para tocar em casamento. Continua...

Crácicos do Cinema #6 - Independence Day

Durante uma fase da minha vida, eu fui aficionado por filmes de ficção científico com naves espaciais e catástrofes na Terra e invasões de alienígenas. Um dos meus preferidos era Impacto Profundo, aquele em que um meteoro vai acertar a Terra, aí dão um jeito de só um pedaço colidir e fazer uma onda gigante, que você consegue ver quase toda no trailer.

De todos os que eu assisti, três são meus preferidos: Armageddon, Tropas Estelares e Independence Day. Espero um dia poder resenhar os outros dois aqui, mas hoje é dia de falar sobre como Will Smith dá um jeito de expulsar os ets do planeta. Continua...

A sina de Cecília

Boa noite para vocês que visitam o blog!

Com muito prazer que eu posto, hoje, novas tirinhas no blog, para dar continuidade a minha missão de espalhar pela Internet como eu desenho mal e faço piadas sem graça. Modéstia a parte, eu tenho sido muito bem sucedido nisso!

Depois do Xucroman, eu começo hoje uma série nova, chamada "A sina de Cecília", a triste história de uma moça de língua presa que, cansada das piadinhas, resolveu nunca mais falar nenhuma palavra com S.


(Clique nas imagens para ampliar)

500 dias com ela

Semana passada, eu escrevi aqui sobre como boas comédias românticas são aqueles que jogam bem com seus elementos e que isso é o bastante. Acontece que, vez por outra, uma destas resolve que não está satisfeita com o formato e, rompendo com um dos seus cânones, abandona o porto seguro do final-feliz e se torna um filme maior. 500 dias com ela é uma dessas comédias.

O pilar derrubado está escancarado no cartaz: “Um cara conhece uma garota. Ele se apaixona. Ela não” – e isso é um terremoto para o gênero. Resumindo a história, Tom (o mocinho) trabalha em uma empresa que fabrica cartões para datas especiais, onde conhece Summer (a mocinha), a assistente do chefe. Ele fica apaixonado logo de cara... continua...

6 reclamações que as pessoas precisam fazer durante o horário de verão

Eu gosto do horário de verão. Por causa dele, eu me sinto mais animado para fazer todas as outras coisas que não são urgentes e necessárias na minha vida - como atualizar esse blog - e como a noite é mais curta, acho que estou descansando menos e assim contribuindo para o progresso deste país, ou alguma coisa assim. O que eu não gosto é essa ladainha que todo ano as pessoas fazem contra o horário de verão, então resolvi listar as 6 reclamações que eu tenho que escutar toda vez que isso acontece. Continua...

Crácicos do Cinema #5 - Curtindo a vida adoidado

Existe um diálogo entre a Sloane e o Cameron, na metade do Curtindo a vida adoidado, que não só resume o filme como também toda a geração pós-década de 80. Ele é mais ou menos assim:

CAMERON: Eu não sei o que eu quero fazer.
SLOANE: Vá para faculdade.
CAMERON: Para fazer o quê?
SLOANE: Você tem interesse no quê?
CAMERON: Em nada.
SLOANE: Eu também.

Na possibilidade de que o blog seja visitado por pessoas recém-saídas do coma de 20 anos, aí vai um resumo da história: Ferris Bueller... continua...

Michael Jackson's This is it

Antes de começar a resenha, eu só queria dizer que eu também faço parte da grande legião de fãs do Michael Jackson – e isso explica o que me faz sair de casa para conferir, no cinema, os ensaios para um show dele.

Michal Jackson’s This is it reúne duas horas de material gravado durante os ensaios no Staples Center, em Los Angeles, para os 50 shows que ele faria em Londres entre 2009 e 2010, sob a direção de Kenny Ortega, veterano do ramo que fez, dentre outras coisas, High School Musical (argh!). A idéia do filme é simples: somos apresentados, uma por uma, às músicas que iriam compor o show, com algumas entrevistas de bastidores focando a criação de efeitos visuais e, vez por outra, os palpites de Michael sobre como tudo deveria acontecer. Continua...

From Hell

Como esse fim de semana não tem Lista de Coisas – por motivos de ordem pessoal, leia-se, não tive nenhuma idéia boa o suficiente – eu resolvi vasculhar o arquivo do Quatro Patacas por algum texto gracioso meu por lá, e encontrei este aqui, chamado “From Hell”, que fala sobre a minha visão particular de como seria o Inferno. Só para que ninguém diga que meu trabalho foi copiar e colar, eu ampliei algumas seções do texto e inseri uma ilustrações. Continua.

A verdade nua e crua


Ao lado dos filmes de terror com psicopatas que perseguem adolescentes, a comédia romântica é o gênero com as regras mais fixas e sagradas de todo o cinema: você tem uma mocinha e um mocinho, que se detestam logo de cara; depois, eles são obrigados a ficar lado a lado por alguma obrigação, até o momento em que se apaixonam, brigam por alguma questão besta de orgulho e, no final, ficam juntos.

Boas comédias românticas, então, não são aquelas que revolucionam o gênero, mas as que conseguem trabalhar bem com os seus elementos. Em A verdade nua e crua, a mocinha é a graça da Katherine Heigl, uma produtora neurótica de um programa de variedades matinal, enquanto Gerard Leônidas Butler é um sujeito xucro que comanda um programa na tv a cabo chamado “A verdade nua e crua”... Continua...

Distrito 9

Todo mundo parece concordar com a afirmação de que Distrito 9 é uma grande metáfora sobre o apartheid da África do Sul – e não sou eu quem vou desmentir. O que eu achei interessante mesmo é como conseguiram misturar isso com uma ficção científica muito bem trabalhada e cenas de ação de arrebentar.

Na trama, a África do Sul começa a servir de abrigo para uma raça alienígena (chamados de “camarões”) quando a nave deles tem um problema. Os ets são inicialmente isolados numa área chamada de Distrito Nove, que em pouco tempo se torna uma enorme favela. 20 anos depois, o órgão mundial responsável pela manutenção dos ets na Terra, chefiado por Wikus van der Merse, inicia uma operação de deslocamento para outra área, até que acontece uma coisa realmente complicada. Continua...

9 coisas dos últimos 9 anos que você já deve ter esquecido

Nós esquecemos coisas, é normal. Quem aqui nunca esqueceu que a namorada tinha um sinalzino na perna direita, e ela acabou brigando com você e eventualmente terminando por causa disso? Bom, acho que esse não é o melhor exemplo, mas vocês entenderam.

Por causa da Internet, nós ficamos sabendo de tudo o que acontece no mundo, e o excesso de informação sobrecarrega nossos pequenos cérebros cor-de-rosa. Por outro lado, existem coisas que fazem o maior barulho quando aparecem, mas depois, sem mais nem menos, simplesmente somem da nossa memória. Confiram então nove coisas dos últimos nove anos que você já deve ter esquecido. Continua.

A ralação do Xucroman


Como vocês já devem ter percebido, ao visitarem este blog, eu estou sempre procurando maneiras de distender meus limites criativos rumo a uma construção ampliada de uma pressuposta imagem junto a comunidade - em outras palavras, eu fico inventando coisa e posto aqui para ver se vocês acham engraçado.

Clique aqui para ter acesso a todas às tirinhas do Xucroman já publicadas.


Turma da Mônica e a criança segundo Maurício de Sousa

Besta dizer que as artes costumam ser um retrato do seu tempo. O que não é muito comum é considerar quadrinhos como arte e, mais adiante, tratar com seriedade da Turma da Mônica, que embora seja admirada por qualquer um com bom senso, nunca é vista como nada além de entretenimento saudável e divertido. Porém, depois de quinze anos lendo as revistas da Turma, eu acho que consegui juntar informação o bastante para contar o que eu vi de sério na forma como Maurício de Sousa cuida dos seus personagens. Continua...